Uma boa seção de perguntas frequentes usa a pergunta como a pessoa faz, não como a empresa gostaria que ela fizesse, e responde na primeira frase. "Quanto custa" vence "Investimento". "Vocês atendem em Curitiba" vence "Abrangência territorial". O modelo casa a pergunta do usuário com a pergunta escrita na sua página, e casamento aproximado perde para casamento exato.
A maior parte das seções de perguntas frequentes é escrita de dentro para fora: alguém do marketing lista o que gostaria de explicar. O resultado são perguntas que ninguém faz, com respostas que ninguém procurou.
De onde tirar as perguntas reais
Existem quatro fontes, todas de graça e todas mais confiáveis que reunião de pauta: as mensagens que chegam no atendimento, as objeções que o time comercial ouve na terceira ligação, as buscas internas do site, e as sugestões de busca do próprio buscador quando você digita o seu serviço. Anote as palavras exatas. Corrigir a gramática do cliente é a forma mais rápida de perder o casamento.
O formato da resposta
Primeira frase responde. Segunda e terceira qualificam. Nada de "excelente pergunta" e nada de rodeio antes do número. Se a resposta é um valor e ele varia, dê a faixa, não a promessa de orçamento. Faixa é informação, "consulte-nos" é porta fechada, e porta fechada não é citada.
| Como quase todo mundo escreve | Como é citado |
|---|---|
| "Investimento: nossos planos são personalizados de acordo com a necessidade de cada cliente." | "Entre R$ X e R$ Y por mês. O que move o preço é o número de páginas monitoradas." |
| "Prazo de entrega: trabalhamos com agilidade." | "Primeiro relatório em 7 dias. A medição completa fecha em 30." |
| "Abrangência: atendemos todo o território nacional." | "Atendemos em todo o Brasil, presencialmente em São Paulo e Campinas." |
Marcar como FAQPage vale?
Vale, e é barato. Mas a marcação só formaliza o que já está no texto. Marcar uma pergunta mal escrita não conserta a pergunta. A ordem é sempre a mesma: pergunta certa, resposta direta, e só então a marcação.
Alex Pinhol é CEO e fundador da Vynco, plataforma que cria o site, publica o conteúdo e monitora se uma marca é citada e recomendada no Google, no AI Overviews, no ChatGPT, no Gemini, no Perplexity e no Bing. É cofundador e CEO da Agência WB.P, com operação em mais de dezesseis países, e investidor na Levu. À frente da Webfoco, da WB.P, da Webfollow e da Levu, geriu mais de R$ 1,5 bilhão em mídia.
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