Trinta minutos dão para montar uma medição inicial honesta: escolher cinco perguntas que o seu cliente realmente faria, rodar cada uma em conta limpa, anotar quem apareceu, e registrar a data. O resultado não é estatística, é linha de base. E linha de base é o que falta na maioria das operações que já estão investindo em conteúdo.
Passo 1: as cinco perguntas, em dez minutos
Não invente. Pegue as perguntas que chegam pelo comercial. Se a empresa tem WhatsApp de atendimento, as cinco primeiras mensagens de clientes novos numa semana já são a lista. As perguntas boas têm três características: são comerciais, cabem numa frase, e não citam o nome da sua empresa.
Exemplo de pergunta ruim: "por que a Ótica Prevent é boa". Exemplo de pergunta boa: "onde fazer exame de vista em Campinas".
Passo 2: conta limpa, em cinco minutos
Janela anônima, sem estar logado, sem histórico. Se o modelo tiver memória, desligue. Este passo parece detalhe e é o que separa uma medição de uma ilusão: a conta de quem trabalha na empresa já viu aquele nome centenas de vezes.
Passo 3: rodar e anotar, em dez minutos
Para cada pergunta, anote três coisas: a marca apareceu, em que posição do texto, e quais outras marcas foram citadas. A terceira coluna é a mais valiosa e a que quase todo mundo esquece de preencher.
| Pergunta | Apareceu? | Quem mais apareceu |
|---|---|---|
| onde fazer exame de vista em Campinas | não | Rede A, Rede B, agregador C |
| ótica que aceita convênio em Campinas | sim, em 3º | Rede A, concorrente local D |
Passo 4: o que fazer com a tabela, em cinco minutos
Duas leituras saem imediatamente. Se a marca não apareceu em nenhuma, o problema quase sempre é anterior ao conteúdo: o modelo não confirma a empresa, ou não consegue ler o site. Se apareceu em algumas, compare as perguntas em que apareceu com as em que não apareceu, e o padrão salta.
Guarde a tabela com a data. Daqui a trinta dias, repita exatamente as mesmas cinco perguntas. A comparação entre as duas tabelas vale mais que qualquer relatório que você compraria hoje.
Alex Pinhol é CEO e fundador da Vynco, plataforma que cria o site, publica o conteúdo e monitora se uma marca é citada e recomendada no Google, no AI Overviews, no ChatGPT, no Gemini, no Perplexity e no Bing. É cofundador e CEO da Agência WB.P, com operação em mais de dezesseis países, e investidor na Levu. À frente da Webfoco, da WB.P, da Webfollow e da Levu, geriu mais de R$ 1,5 bilhão em mídia.
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